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12 A 28 DE AGOSTO DE 2022

12 - 28 AGO 22

A lenda do nome perdido

A maioria das cidades possuem uma documentação histórica constando a origem de seus nomes. Casa Branca é uma exceção, pois não há documentos comprovando a origem de seu nome. Entretanto, existem diversas histórias não oficiais.

Uma casa caiada de branco, que servia como pensão aos tropeiros, existiu aos redores de onde hoje é a cidade. Outra versão diz que não era uma pensão, mas sim uma guarnição da guarda nacional, que a capitania de Minas Gerais havia montado na região para proteger o território português da Espanha, que era dona das terras mais ao oeste, além de Santa Cruz das Palmeiras.

Iasa banca é a lenda mais aceita pelos historiadores da cidade. A palavra indígena significa “caminho torcido”, se referindo ao caminho do ouro que vinha de Minas Gerais e se dividia para outros caminhos, na região da cidade Casa Branca. Por estes caminhos, se desviavam o ouro.

Uma outra lenda, originada por documentos de 1770, cita um rancho chamado Casa Branca na região. O mapa que refere à localidade antecede a guarnição da Guarda Nacional. Documentos ainda citam José Nazaré de Azevedo como dono do rancho. Entretanto, este era o nome do fundador da cidade, que só chegaria a região após 1820.

Falta um marco definidor do nome “Casa Branca” a essas terras. Porém, diversas lendas e outros tantos mitos de origem reverberam na memória e na transmissão oral entre as diferentes gerações de moradores da cidade.

Texto e Foto: Marco Tornnelly