Blog

ARTE NA RUA PARA TODAS AS PESSOAS

118 cidades

12 A 28 DE AGOSTO DE 2022

12 - 28 AGO 22

A estátua sem cabeça!

Quem passa pelo local logo pensa: “Ai que dó… tá quebrada”. Pelo menos foi isso que veio à cabeça da monitora Flávia Pacheco:

“Estátua sem cabeça, eu achei que tivessem em algum momento quebrado a cabeça da estátua, que ela estivesse danificada, algum vandalismo.”

E a maioria das pessoas tem essa impressão mesmo, não tem jeito!

“Me chama atenção, porque um anjo sem cabeça é muito inusitado. A impressão que dá é que tiraram a cabeça, que foi algum vandalismo mesmo.”, disse Juliana de Alvarenga, atriz.

E você vendo essa foto aí?
Pensou em vandalismo também?
Sim? Não?
Então vamos a uma breve aula de história. E não se preocupe, será rápida e divertida.

Essa estátua fica em Araçatuba, bem em frente a Biblioteca Municipal da cidade. E muita, mas muita gente mesmo, olha para ela e pensa que foi algum ato de vandalismo. Contudo, a réplica do monumento está intacta, e se chama: “Vitória Alada da Samotrácia”.

A atendente do local, Dona Regina, disse que tem gente que só entra na biblioteca para fazer a seguinte reclamação: – Vocês viram que arrancaram a cabeça da estátua?!

Ela contou isso aos risos, e disse que já aproveita para explicar a história da escultura: “O pessoal passa aqui na frente e acha que arrancaram a cabeça dela, aí a gente explica”.

Hoje, a escultura verdadeira está no Museu do Louvre, em Paris.

A estátua representa a deusa grega Nice, e segundo historiadores foi confeccionada entre 220 e 190 a.C. Seus pedaços foram descobertos em 1863 na ilha de Samotrácia, pelo cônsul e arqueólogo francês Charles Champoiseau, que a encontrou fragmentada em 118 pedações. Imagine o trabalho pra juntar tudo isso?!  Acredita-se que a escultura foi construída para comemoração de uma vitória naval da época. Em novas escavações, anos depois, descobriu-se a proa da embarcação que hoje sustenta a estátua na escadaria do museu, além de outros pedaços.

Mas e a cabeça? Nunca existiu, então?

Eis o mistério, parece ter sido perdida para sempre e jamais foi encontrada. Mas isso está longe de ser um problema. Junto com a Vênus de Milo e Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia é hoje uma das obras mais famosas do Museu de Louvre, em Paris.

 

Texto e foto: Pollyana Moda