foto: Michelle Magrini

A principio havia em mim alguma resistência. Algo no meu imaginário associava a mágica ao truque, à farsa. Não poderia me encantar por algo assim.
Mas me dispus a assistir o Caixas Mágicas para não me doer a consciência de ter um conceito preestabelecido.
Durante o espetáculo me depara comigo mesma tentando descobrir os truques, revelar as mágicas, buscando uma verdade. Então, em uma assalto afetivo, me lembro de Diomedes de Mutarelli, um presente sagaz da Ludmila.

Ele não consegue aceitar a fantasia

Desde que começou a falar ele desmascara os pequenos encantos…

Lourenço Mutarelli

Por sorte ainda havia um bom tempo de espetáculo para acontecer e eu me empenho em não descobrir mais os truques, em apreciar o virtuosismo do mágico, a rapidez do truque, a agilidade das mãos, dos nós, da arte de desviar a atenção do público. Relaxo e já no ato final, a mágica do gelo acompanhada da trilha do filme Edward Mãos de Tesoura me levam para um lugar de afetividade onde a adulta que querem que eu seja encontra a criança que há em mim e sentada em frente ao palco junto com todas as crianças se encanta com a magia da neve de papel.

“A pergunta que não cala e que lhe cabe responder para o seu próprio desenvolvimento como ser humano é: há ou não há magia nesse mundo?”

Lourenço Mutarelli

Escrito por:

Michelle Magrini

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