Uma introdução ou a fuga da garoa

Vez ou outra a cidade de São Paulo faz lembrar da sua antiga alcunha.

A cidade emula o clima de uns 100 anos atrás, pela insistência em prover um ambiente cuja principal característica é molhar, mas não chover.

Era precisamente o que ocorria no dia 27/04/17 quando um grupo de artistas se reunia entre um cemitério e um ônibus amarelo, às margens do Sesc Belenzinho. Cigarros, inquietações e guarda-chuvas ocupavam a paisagem enquanto o veículo era abastecido com integrantes do Circuito Sesc de Artes.

Este ônibus tomou rumo para fora da cidade, da garoa, dos auditórios fechados, das salas de leitura, das zonas de conforto habituais para encontrar praças, ruas e olhares distantes da capital.

Geograficamente ele alcançou a cidade de Sorocaba, de onde partirá para recantos mais distantes nos próximos dias. Culturalmente, embora sejamos incapazes de mensurar, temos certeza na riqueza do olhar de quem avista aquilo que não é habitual.

Esta é a premissa do Circuito Sesc de Artes: uma provocação em via dupla, reposicionando o artista num foco onde outra audiência possa descobri-lo, enquanto se rompe a lógica cotidiana do espaço público através da ação artística.

Assim será hoje (28/04), quando este grupo de artistas chegar à cidade de São Roque.

Mais fotos, relatos, vídeos e notícias no porvir.

#CircuitoSescdeArtes

Escrito por:

Wagner Linares

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