Elvis não está morto

“Elvis não morreu!” Você já deve ter ouvido ou lido essa frase muitas vezes. Mas sabia que existe uma cidade no Brasil com muitos “Elvis Presley”? Isso talvez seja novidade para você. Elvis vive em São Caetano do Sul. Não aquele das décadas de 1950, 1960 e 1970, mas através de performers que buscam manter seu estilo e sua música vivos, fazendo covers do rei do rock.

São Caetano já foi palco do espetáculo Elvis in Concert, de uma feira de carros antigos com a participação de um Elvis e até sediou um Concurso de Topetes, com participação de uma tradicional barbearia que vem passando os ensinamentos do mestre do topete de geração em geração. O campeonato foi organizado pelo roqueiro Ricardo Martins, mais conhecido como “Rick ‘n Roll”, mesmo nome da loja de discos de vinil da qual é proprietário. Todos os anos, no dia 28 de julho, nas comemorações do aniversário de São Caetano, o rock ‘n roll é destaque. Segundo dizem, a cidade é do rock e seus habitantes buscam preservar essa fama com orgulho.

Oficialmente, Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977, em sua mansão no Memphis (Tennesse – EUA). Sua carreira durou 23 anos e foi suficiente para consagra-lo como o “Rei do Rock’n’Roll”. Ele dançava e requebrava com sua guitarra, num estilo empolgante e revolucionário para a época, de forma contagiante. Conquistou admiradores de todas as idades e classes sociais. E foi também bastante criticado pelos mais conservadores.

Mas até hoje Elvis tem uma legião de fãs. Entre os admiradores que vivem em São Caetano do Sul, se destacam Gian Franco Hervatin, conhecido como Gian Presley, e Álvaro Martins Alonço Neto, o Elvinho, que dedicam suas vidas à essa paixão.  Eles são performers, e a cada apresentação, pensam em todos os detalhes, buscando criar um visual idêntico ao do rei do rock. E para isso não economizam: usam cinturões e macacões bordados, calças boca de sino e botas de couro; nos dedos, muitos anéis; e na cabeça não podem faltar as costeletas e o topete, minuciosamente arrumados.

Gian Presley

Gian conta que sua paixão por Elvis começou desde pequenininho, aos 5 anos, depois de ouvir um disco do músico. “Meu pai me mostrou Elvis e até hoje sou fã”. Na adolescência, motivado pelo amigo Rick ‘n roll, começou sua carreira de cover.

Quando não está nos palcos, Gian é mecânico. Ama os carros tanto quanto o rock: “Sou fã de Opalas. Tenho um 69, um 73 e outro 74”. E foi em uma de suas apresentações como Elvis que conheceu sua outra paixão, a mulher que mais tarde viria a ser sua esposa.

Com os penteados criados pelo barbeiro Luis Carlos, “Gian Presley” conquistou vitória em dois campeonatos de topete, no ano de 1994. “Ganhei o estadual e o nacional, na categoria volume” e tornou-se o Elvis mais famoso de São Caetano.

 

 

 

Elvinho

Álvaro Martins Alonço Neto, o Elvinho, é outro que ajuda a manter viva a memória sobre Elvis Presley.  Sua paixão pelo ídolo começou aos 8 anos, logo depois de assistir ao longa Feitiço Havaiano, estrelado por Elvis. Desde então, não houve um só dia em que não se dedicasse à assistir, ouvir ou pesquisar um pouco mais sobre o músico. Sua primeira apresentação em homenagem ao ídolo foi aos 15 anos, em um show na escola. Naquela época, adotou visual e repertório que lembravam o Elvis dos anos 1950 e conheceu Walteir Terciani, fundador e presidente do Gang’Elvis Fan Club of Brazil, grupo do qual é afiliado até hoje.

Elvinho chegou a peregrinar pelos EUA e visitar os lugares por onde Elvis passou. Encomendou seus figurinos nas mesmas lojas que produziram os do astro. Pra ele tudo todos os detalhes precisam estar perfeitos, até mesmo fisicamente: assim como Elvis, tem os olhos azuis e é loiro, mas pinta os cabelos de preto. As coincidências não param por ai. Seu timbre vocal é de barítono, como o de Elvis. É também filho único e chegou a trabalhar como motorista de caminhão na juventude, exatamente como o ídolo. Dá para acreditar?

Mas Elvinho ressalta que nunca teve o interesse imitar Elvis Presley: “O que faço é homenageá-lo com respeito, profissionalismo, e muito carinho. Porque Elvis é eterno e é único. Ele é inimitável!”. Com tantas semelhanças, Elvinho conquistou o título de melhor ETA – Elvis Tribute Artist – do Brasil. “Elvis é um ídolo mundial, seu sucesso e glórias alcançados na música são de fato impressionantes! Eu acredito que sempre haverá artistas para manter vivo o seu eterno legado!”, finaliza Elvinho.

 

 

 

 

Depois de tantas histórias sobre o Rei do Rock, que tal ouvir algumas das canções? No site do Elvis Elvinho, relembre clássicos como Love me tender, Always On My Mind, Can’t Help Falling In Love, Suspicious Minds, My way, entre muitos outros.

 

Texto: Fabíola Tavares
Fotos: Acervos particulares

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