Os caminhos e a beleza no Parque do Juquery

O nome vem da famosa plantinha que fecha suas folhas ao ser tocada; não, não é ‘Dorme Maria’, mas sim o termo dos índios para ela: YU-KERY. Com o intuito de preservar a importante vegetação nativa presente nas áreas da Fazenda do Juquery, desde de junho de 1993 a região abriga o Parque Estadual do Juquery. Entre seus principais atrativos, o parque oferece algumas trilhas, que vão das relaxantes – da Árvore Solitária, onde há uma linda copaíba, em meio um campo de cerrado, até outras mais radicais – do Ovo da Pata, que vem atraindo muitos praticantes de esportes de aventura.

Entre seriemas, cachorros do mato, tucanos e sagüis – animais que compõem a fauna do parque, as trilhas disponíveis para os visitantes proporcionam uma vivência que mistura atividade física, conscientização sobre a preservação da natureza e apreciação estética de uma área que mistura a vegetação típica da Mata Atlântica com o último remanescente de cerrado da Região Metropolitana de São Paulo.

Em novembro de 2014, a administração do Parque adicionou mais uma atração para o público, uma trilha para a prática de Mountain Bike. São 14km, que variam de nível médio a trechos de intenso esforço físico. É indispensável a utilização de equipamentos de segurança, como luvas e capacete, além das condições ideias de manutenção da bicicleta. Um dos adeptos das descidas e subidas sob duas rodas, Stephan Grassmann, conta um pouco da sua experiência na trilha:

“Fiquei impressionado pela ótima organização do parque que recentemente criou percursos para a prática de mountain bike, o que é raro nos parques estaduais e nacionais. Esses percursos para bike são em grande parte estradas de terra que percorrem o parque em terreno acidentado com bastante subidas e descidas que são ótimos desafios para quem curte o esporte. Considero o trecho do morro do Ovo da Pata o ponto alto, literalmente, do circuito onde temos uma visão de 360 graus de toda a região que compreende Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras. Vale a pena o esforço para chegar até o cume pois além de todo o visual, é possível para os bikers mais experientes fazer a modalidade de mountain bike chamada de downhill ao descer o morro”.

Sobre o parque como um todo, Stephan completa: “Uma experiência única, próxima da cidade de São Paulo, principalmente pelo visual inusitado de cerrado a 20 quilômetros do centro da capital”.

Texto: Vinícius Nakamura
Foto: Stephan Grassman

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