O sentido é Sul, a estrada, a famosa BR 116.
Eu, André Luiz Rosário, educador de tecnologias e artes do Sesc Santos, publicitário e curioso por natureza confesso que mesmo já tendo participado de outras edições do Circuito Sesc de Artes estava ansioso para saber o que me aguardava neste roteiro, pois cidades que eu nunca havia visitado agora estavam muito mais perto.
O ar já era diferente, o clima idem, talvez pela sua biodiversidade tão abundante, pela sua rica história formada pelas colonizações, pelas comunidades indígenas, comunidades quilombolas, comunidades caiçaras. Passando por uma calorosa Cajati tanto pelo clima, quanto pela sua população hospitaleira, curiosa, feliz e cheia de histórias. Como a do jovem explorador português Matias de Pontes e sua busca por ouro, que juntamente do índio chamado Botujuru abriam caminho pela mata.
Mata que também faz parte da linda e charmosa Cananéia e seus Cananienses, que afirmam e com muito orgulho que é considerada a primeira cidade do Brasil, com seus estilos arquitetônicos adotados desde o período colonial até o final do século XIX, que me fez sentir em um cenário de novela. De seus pescadores, suas embarcações e suas inúmeras histórias, de suas águas calmas e praias que atraem milhares de pessoas na alta temporada, com uma brisa gostosa que acaricia o rosto e um final de tarde de tirar o fôlego.
Fôlego que você precisa estar em dia para encarar as divertidas ladeiras de Juquiá que assim como a maioria das cidades deste vale encantado é cercada de suas serras e suas matas, de uma poderoso rio com sua coloração “barrenta” característica da região que depois entendi o porquê de Juquiá ter este nome, pq em Juquiá em tupi-guarani, pode significar “rio sujo”, mas que de sujo apenas a definição pois a piscicultura é uma atividade que movimenta a economia da cidade.
E por falar em economia, isso foi algo que não faltou através dos sorrisos distribuídos pela população ao longo do final de semana nestas três cidades que me fizeram perceber o quanto um vale pode ser encantado.

Fotos e texto por:

André Rosário

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