O teatro de rua como resistência

A arte não é o objeto, a arte acima de tudo é apreciação. Quanto mais a gente tiver a oportunidade de levar a nossa arte para espaços públicos, e porque não dizer, para espaços democráticos, melhor. Onde não haja porta e as pessoas não sejam impedidas de entrar.
Iradilson Bispo, integrante do grupo Imbuaça (SE)

Acompanhei o grupo teatral sergipano Imbuaça, que trouxe a encenação A Peleja de Leandro na Trilha do Cordel sobre a vida de um dos criadores deste formato literário, o paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918). A companhia já levou sua arte às cidades de Itapira, Valinhos, Mogi Guaçu, Adamantina, Assis e Presidente Venceslau, só nestas duas primeiras semanas de Circuito Sesc de Artes.

O nome do grupo vem também de uma homenagem, mas a outro artista popular, o embolador Mané Imbuaça, assassinado no início do século XX. Completando 40 anos em 28 de agosto, a trupe está acostumada a se apresentar em espaços – e com camarins – abertos. Para falar um pouco sobre a experiência do Circuito e a resistência de se apresentar em praças e locais públicos, conversei com o Iradilson Bispo, conhecido como Ira, integrante e um dos fundadores de tudo isso.

Você viu como o público gostou da peça, né? Então se quiser prestigiá-los também, eles ainda passam por Tanabi, Jales e Votuporanga, na região de São José do Rio Preto.

Texto, Fotos, Vídeos e Edição:

Julia Parpulov

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