Tínhamos 18 dias para o início do Circuito Sesc de Artes na região de Piracicaba e seis cidades para percorrer. Dessas, duas eram “estreias”: Águas de São Pedro e Boituva. A primeira, turística, já nos era familiar pela proximidade de sua quase homônima São Pedro, que recebeu o projeto em anos anteriores. A segunda, conhecida nacionalmente por ser a capital do paraquedismo, era um dos lugares que cogitamos experimentar a queda livre ou até pendurar uma faixa em um helicóptero. Quanta expectativa!

Contatos estabelecidos e articulados. Materiais (muitos!) separados. Todos a postos rumo a mais uma maratona de divulgação do Circuito Sesc de Artes.

Passamos por lojas, restaurantes, sorveterias, padarias, mercados, hotéis, escolas de dança, música e teatro, faculdades, hospitais, academias, praças e parques públicos. Enfrentamos sol, chuva, gente mal humorada e gente acolhedora. Tiramos de letra muitos quilômetros de carro e outros tantos a pé. Abordamos gente sabendo do que se tratava, gente interessada em saber e até o senhorzinho no meio da rua que acolheu o convite com um caloroso “Amém!”. Era disso que precisávamos. E foram todos convidados, inclusive a imprensa: alô, locutor, telespectador e ouvinte! É o Circuito Sesc de Artes na boca do povo!

Fomos recebidos nas sedes de jornais centenários e rádios tradicionais. Demos entrevistas no estúdio, gravamos por telefone e até estreamos, ao vivo, um programa de cultura em uma TV local. Quanta honra! Entre perguntas e respostas curiosas e informativas sobre o evento, o entusiasmo em massa dos comunicadores anunciava:

nossa cidade está recebendo um presente!

Que belo presente! A gente sabe que o Circuito Sesc de Artes carrega mesmo essa magia.

Para saudar mais um período dessa maratona de divulgação, com a palavra (e participação especial no simpático vídeo abaixo!), Romualdo Sarcedo, o Roma, ator piracicabano que coordenou a equipe de mediadores formada pelos também atores Rafaela Arthuso, Washington Poppi, Luiz Pinheiro, Felipe Trevelin e Tiago de Luca.

 “Como um trabalhador da arte e entendendo a grandeza imensurável do projeto, fico muitas vezes impressionado com o abismo cultural existente em nosso país, com a falta de referências mínimas das pessoas sobre o bem imaterial tão rico de que dispomos e sobre a oportunidade ímpar que aquela cidade tem naquele momento em receber um projeto desta magnitude. Nós nos envolvemos também num trabalho de conquistar a atenção e interesse das pessoas, de um olhar mais atento e sensível sobre a cultura e o nosso tempo, sobre a boa ocupação dos espaços públicos neste evento de grande elevação humana no encontro das artes. Parabéns, Sesc. Em meio a tantas trevas, vocês trazem luz, vida, arte”.

Escrito por:

Rafaela Ometto

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