Meio do Caminho

Praça Enestor Bernardo da Silva, 30_4 em Ibirá. Foto_Diogo Zacarias.

No táxi de volta para casa batucávamos  Não Chores Mais do querido Gil. De certo, resquícios do tempo em que passamos juntos dos incansáveis músicos da Orquestra de Frevo Capibaribe. As pernas também balançavam, como se quisessem continuar a dançar com as bailarinas e bailarino do Cine Dance. Só neste momento percebemos que a primeira etapa havia sido encerrada.

Partimos para outro roteiro e não saberemos mais quais as reações das pessoas quando assistiam ao drama Homem da Silva apresentado pelo ator Sérgio Pardal.

“O texto da minha vida estava na sua boca”, isso lhe foi dito por uma senhora logo após assistir o monólogo de intensa carga dramática em que o personagem tem seu orgulho e sua dignidade postos à prova a cada tentativa de conseguir um emprego.

Impressões do ator Sérgio Pardal sobre o espetáculo Homem da Silva.

Monte Alto, Olímpia e Ibirá, todas em um ir e vir de Catanduva.

Nem sempre nossos planos deram certo.  Em Olímpia, não conseguimos cumprir o acordo de realizar a troca de papéis entre o trio do Cine Dance e a galera do Yebo, matéria apropriada para o dia 29/4, dia da Dança. Faltou tempo…

… tempo suficiente para saber que entre eles, um cara escreve e também oferece aulas de parkour para idosos. Aquele músico que nos ensinou a ouvir o som e o silêncio do pandeiro, é também dono de uma oficina mecânica. Ela é de capricórnio e seu ascendente é peixes, o que explica bem seu jeito de menina espevitada se transformar em obstinação e concentração quando calça suas botas. Elas criticam o que fazem com razão. Ele será pai de uma menina em breve e, quando jogava capoeira com seu amigo, dado as diferenças de estilos, levava altos martelos na canela. Ela é uma das Clarianas e ele, do Capão Redondo. Brincam feito e juntos com crianças nos aparelhos da pracinha de Ibirá. Stuart é apelido, não seu nome. O menino do baixo falava do mar. Por fim, Ta ke ti na… quase nos reencontramos.

De alguma maneira, dançamos.

Cine Dance! e Yebo (Gumboot Dance Brasil).

Putz… nem experimentamos a lente massa que o mano do Coletivo SHN ia nos emprestar. Mas como foi bom sentir a vibração do trabalho deles e o quanto o público, sobretudo infantil, pira em produzir seus próprios adesivos na oficina de Sticker Art. A praça Enestor Bernardo da Silva, em Ibirá, ainda deve se lembrar desse momento. Poderiam oferecer uma oficina de produção de vídeos também, dá um ligue no material dos caras!

Circuito Sesc de Artes

Escritório de Sticker SHN Roteiro 3 - Etapa 1 - Monte Alto / Olímpia / Ibirá SESC Catanduva #sticker #poster #ssshhhnnn

Publicado por SHN em Quarta, 3 de maio de 2017

Sticker Art: Adesivos Personalizados com o Coletivo SHN. Vídeo_Marcelo Fazolin

Demorou um pouco até perceber quem era o quê de qual grupo que apresentaria tal arte.

Tinha uma turma um pouco mais concentrada… Que bom que os produtores não ficaram bravos pelas mensagens de Whats recebidas quando já estavam prontos para dormir. Rapaz, ainda te devemos um lanche daqueles pelos arquivos que nos disponibilizou! E quando, generosamente, ela reiniciou o sistema só para que pudéssemos participar de sua atividade, além de nos mostrar o trabalho incrível realizado pelos meninos. E ainda teve quem, não bastasse cuidar de uma orquestra, se preocupou com a gente na hora do almoço, incluindo uma quentinha a mais no pedido.

Nem falo nada, vai vendo… souinquerito.com.br

E teve aquele momento que você quase vacila, e no fim dá muito certo. Que bom termos decidido ficar no bar/churrascaria chamado “Original” de Catanduva quando a maioria da galera voltava para o hotel. Os hermanos Chichio e Alexis junto com os artistas da Trupe Chá de Boldo do Roteiro 4 fizerem a trilha sonora do fim da noite, bom demais…

Som massa gravado no Whats App [mals aê], 29_4 em Catanduva. 

Domingo, quase tudo fechado, o jeito foi a gente se encontrar na pizzaria ao lado do Hotel. A orquestra fazia o som com flauta, trombone, prato, garrafa, tampa da pizza e talheres. Chichio, do Carrilhão, segurava um triangulo, enquanto seu parceiro ria e garantia a continuação das músicas quando esquecíamos as letras. Quando ninguém reconhecia o som, Pardal cantou o Hino Nacional, que se encaixou perfeitamente! Isis dançava de tudo, mesmo sem Cine. Yebo deixou sua marca dando um tapa nas batatas das pernas da galera com a mesma intensidade que faz em suas apresentações. Os manos do Sticker Art reconheciam o som paulistano e também o reggae de Bob. E tinha o cara que era a cara do Caco Ciocler, que trazia as notas para esse carnaval todo. Foi feito poesia e essa última polaroide foi tirada pelo amigo Diogo.

É pessoal… Game Over.

Escrito por:

Claudio Eduardo

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