A sensibilidade de um artista

É ali! Nas margens do alto Tietê, aproximadamente entre 1560 e 1563 que nasceu a Itaquaquecetuba. A cidade que já sofreu com os impactos causados pelo rodoanel que veio com a finalidade de aliviar o intenso tráfego de caminhões vindos de diversas regiões do estado e do país, sempre em busca de melhorias. Hoje, procura difundir a cultura e resgatar a tradição da cidade que abriga uma infinidade de artistas.

Um deles é o pernambucano, Gildo José Sabino, conhecido como Gil Sabino, veio lá de Caruaru ainda criança, com sua família e fez de Itaquá sua morada. Aos sete anos de idade já demonstrou interesse e habilidade pelas artes plásticas. Começou com o desenho e ai completar 16 anos iniciou à pintura sob a orientação do professor e também artista plástico Hélio Barbosa que sempre o estimulou nos estudos de sombra, grafite, luz e variações cromáticas.

Gil já realizou muitas coisas como exposições individuais e coletivas em espaços culturais de cidades de Arujá, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Santa Isabel, Suzano, Mogi das Cruzes, São Paulo, Catanduva e até em Miami. Suas obras estão espalhadas em diversas coleções particulares no Brasil e no exterior. Possui ainda obras nos acervos dos museus de Itaquaquecetuba; do Parlamento de São Paulo (2006 – A Paulicéia do Novo Milênio); do Esporte Olímpico de São Paulo; do Conselho Regional de Contabilidade da Capital (CRCSP), de São Bernardo, dentro da coleção de artes do trabalho de SP. E também no Museo d’arte Italia – Brasile em Pomezia – Itália e na Universidade. Não é um luxo?

“Sua habilidade técnica é fora de discussão e, em cada obra aparece, fixado com maestria, um momento da vida urbana valorizando sua natureza e seus detalhes. Cada imagem oferece um canto cromático diferente e perfeitamente adaptado à hora, do dia ou da noite, em que o artista decidiu se fixar frente a uma das tantas e maravilhosas mutações do Criador” – Museu o Parlamento | Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Em 2007 o cidadão de coração, Itaquaquecetubano foi convidado a pintar uma obra para compor o acervo do Museu de Arte do Esporte Olímpico, a obra “Ciclismo de estrada” apareceu no programa dominical Fantástico, da Rede Globo. O que o deixou feliz com o reconhecimento, não foi apenas as matérias nos jornais locais, mas o singelo reconhecimento de seus alunos. Nesta época Gil trabalhava na Prefeitura de Itaquaquecetuba e dava aula de pintura. Os alunos diziam: “Professor vi o seu quadro no Fantástico”, “Professor você estava na TV”, bons exemplos dessa exposição midiática.

Hoje Gil tem seu próprio ateliê próximo a estação da CPTM onde trabalha e pinta seus quadros. Com tantos anos de estrada, uma grande bagagem e um sentimento único. seu sonho ainda é terminar a faculdade de Arquitetura a qual ainda está cursando. O artista, com muita sensibilidade destaca se destaca ao meio de tantos artistas que vivem por aqui. Tanto é que quando perguntamos qual o seu lugar preferido da cidade, ele não hesitou em responder: “O Museu Municipal – Não só pelo Museu em si, mas pelo acolhimento e atenção que a própria Diretora, Rosângela dá para para as pessoas. Ela faz questão de explicar tudo e mostrar tudo”.

Que tal conhecer Itaquá e dar uma passadinha no Museu e no ateliê do Gil?

Você vai se surpreender e se emocionar com suas histórias!

 

 

 

Texto e fotos: Fabíola Tavares

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