Splashcletas: máquinas de pintura de Guilherme Teixeira

Em entrevista realizada no Sesc São CarlosGuilherme Teixeira fala do esforço que para ele é necessário para não controlar tudo quando está desenhando ou pintando. Disso desdobra a pesquisa que o artista realiza com objetos de pintura mecânica, onde existe espaço para o que não se controla.

Nas Splashcletas, por exemplo, o movimento centrífugo é responsável por parte da pintura. Cabe ao sujeito escolher a cor, a velocidade de rotação (através da pedalada), mas parte da pintura final tem origem no incontrolável, desde a maneira como a tinta vai escorrer formando o desenho, até a mistura de uma cor em outra criando uma terceira. Com isso, pretende construir uma relação com o desenho e com a pintura mais liberta.

Para Guilherme o que os artistas inventam, criam, são novas formar de viver e estar no mundo.

“eu sou de uma geração de artista que já tem isso como pressuposto: a arte é vida”

Se fazer arte é fazer a si mesmo, é inventar sua vida, então que isso não seja apenas para uma elite, mas que possa se estender para mais e mais pessoas uma existência criativa e liberta, pensando assim a arte também como uma forma de resistência.

Escrito por:

Michelle Magrini

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