Eu gosto muito de falar pouco

Passar um dia inteiro com o artista Cafi Otta é ter a certeza de que você vai se impressionar com a diferença do palhaço malabarista que está no palco e o artista circense que está fora. Eu tive a oportunidade de passar 3 dias para ter certeza que ambos são antagônicos.

Os artistas que se apresentam no Circuito Sesc de Artes chegam todos juntos em um ônibus. Cantando, fazendo graça, rindo e trocando ideias. Cafi Otta está sempre mais introspectivo e observando os colegas em volta.

Ele interage com a equipe do Sesc, mas sempre muito sério. Até estranhei quando me apresentaram ‘o palhaço’:

“Nossa, que palhaço sério!”

Observei e provoquei algumas brincadeiras nos camarins pra ver se eu arrancava algum riso. Falhei! Nada de sorrisos.

No final do dia fiz questão de assistir ao espetáculo pra ver se aquela figura séria se refletia em seu personagem “Carlos Felipe em Apuros”.

Foi um choque. O personagem era divertidíssimo. O espetáculo quase não falado tem muita interação com o público, números de desafio corporal com o monociclo e muita habilidade com a clavas no malabarismo.

Cada dia do circuito o espetáculo era de uma forma, pois era adaptado às reações do público.

Após o espetáculo, e no último dia do roteiro 13 do Circuito Sesc de Artes, não resisti e resolvi bater um papo com o artista Cafi Otta pra ouvir o que ele tinha a dizer sobre isso.

Confira a nossa conversa!

Escrito por:

Tamara Demuner

Posts Relacionados

Comentários