“NÓS SENTIMOS ARREPIOS QUANDO ESTAMOS DIANTE DE ALGO QUE JÁ VIVENCIAMOS E QUE REALMENTE NOS TOCOU. O CÉREBRO RELEMBRA OS MOMENTOS VIVIDOS E ISSO SE TRADUZ NA FORMA DE ARREPIO.”

Na tarde do Circuito Sesc de Artes no Sesc Campo Limpo numa de nossas conversas aleatórias meu colega de trabalho trouxe essa teoria que tinha ouvido num podcast de ciências enquanto vinha pra cá. Mal sabia eu que aquele conceito seria comprovado horas mais tarde.

Final da noite. Última atração a se apresentar: Maracatu Bloco de PedraCantos entoados, o silêncio, a batida em conjunto…

O arrepio!

Não sei ao certo o motivo. Talvez seja porque parte do sangue que corre nessas veias vem do nordeste e o ritmo segue as batidas do coração. Também pode ser por conta de uma vivência que tive numa Casa de Cultura aqui da região, ainda adolescente, num carnaval de rua em que aprendi a tocar esse ritmo contagiante.

Ou então porque esse grupo tem um projeto chamado Calo na mão que promove atividades gratuitas de Maracatu. Vi a educação e a cultura aliadas. Sim! A arte é uma forma de educação em que o aprendizado vai além das quatro paredes de uma Instituição.

Talvez esse arrepio tenha sido a mistura de tudo isso. O conhecimento está em toda parte. É pra isso que estamos aqui: ensinar e aprender.

Tenho certeza que a partir dessa data muitos que viram e ouviram também vão se arrepiar.

Escrito por:

Ronaldo Domingues

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